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Correção do fator de potência
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o fator de potência Thank you. Antes de mais, boa tarde a todos. O meu nome é José Dias, para quem não me conhece, eu sou gestor de produto na área de deficiência energética na Infocontrol, muito particularmente nesta área que vamos falar hoje, sobre a correção de fator de potência em baixa tensão, ou se quiserem, a compensação de energia reativa. Eu, entretanto, vou partilhar, se me permitirem, a tela convosco, a minha apresentação. Pronto, eu espero que neste momento já consigam ver. Temos só aqui um minutinho para eu próprio. Ok, pronto, espero que consigam ver a apresentação neste momento. Avançando então, como vos disse, hoje vamos falar sobre um assunto que está relacionado com a compensação de energia reativa, ou seja, as vulgas baterias de condensadores. Algumas notas sobre o webinar de hoje, que acabam por ser semelhantes às demais dos webinars anteriormente realizados. Todos os participantes, como já devem ter reparado, têm o microfone desligado. Na parte inferior da plataforma, vocês têm um set de perguntas. Eu agradeço que qualquer questão que tenham, então, coloquem no Key&A disponível. E no final da sessão, todas as questões serão respondidas. E aquelas que não forem, por falta de tempo, se realmente sugirem bastantes, todas serão respondidas posteriormente por e-mail. Eu próprio responderei a todas a seu tempo. Depois, agradeço-vos no fim da sessão, se vos for possível, que preencha um questionário bastante breve sobre a sessão, sobre a qualidade da mesma e com sugestões que nos permitam melhorar em próximas edições que vinhamos a fazer, inclusive noutros temas realizados pelos meus colegas de gestão de produto. E, por fim, pedia-vos que, caso queiram receber um certificado de presença neste webinar, também que indiquem essa ressalva no questionário. Pronto, em relação aqui à agenda para hoje. Pronto, eu tentei condensar ao máximo o número de topics, apesar de detalhar depois bastante cada um destes pontos que vêm aqui. Eu vou começar por uma abordagem mais teórica sobre os conceitos de eletrotecnia que vão ao encontro desta área, da compensação de fator de potência, de energia reativa. Falar um bocadinho também sobre a forma como a lei aborda este tema, inclusive da perspectiva da taxação de energia reativa na nossa fatura quotidiana. Depois também vou abordar as questões de dimensionamento dos equipamentos, de instalação, mais do ponto de vista do instalador, manutenção dos mesmos. E, por fim, já um pouco fora do âmbito das baterias de condensadores, vou falar de soluções um bocadinho mais high profile, vamos dizer assim. São os chamados geradores de energia reativa, e vou-me focar muito nestes equipamentos em particular, que acabam por ser também um bocadinho primos, vamos dizer assim, das baterias de condensadores. Vou falar um bocadinho também sobre filtros, harmónicas, quer sejam ativos, quer sejam passivos. Depois apresentar-vos alguns casos práticos, mais na perspectiva do cálculo e das auditorias técnicas, que nós próprios também realizamos, auditorias de qualidade de energia às instalações. E, por fim, um período para resposta a questões que possam ser levantadas por vocês durante a apresentação. Pronto. Então, vamos dar aqui início ao tema. Como vos disse, conceitos teóricos. Não poderia deixar de começar esta apresentação sem falar do que é verdadeiramente a energia reativa, aquela que se pretende compensar. A energia reativa, eu não poderia explicar isto de uma forma melhor do que esta imagem que, se calhar, muitos de vocês já viram, a questão da comparação homóloga com a cerveja, análoga com a cerveja, e a questão é muito simples. Podemos comparar a cerveja com tudo o que é verdadeiramente cerveja com uma potência ativa, a espuma seria a potência reativa. A potência reativa não é mais do que uma potência ou do que uma energia que não produz trabalho útil, no entanto, ela é inerente a todas as nossas cargas, todos os nossos receptores que não sejam totalmente resistíveis, ou seja, que gerem campos eletromagnéticos e que necessitam dessa energia reativa para se alimentarem. Portanto, ela está associada ao nosso cotidiano e é impossível eliminá-la totalmente. Ela existirá sempre nas nossas redes. Depois, fórmulas de eletratecnia, fórmulas básicas, basicamente, da área, que permitem explicar um bocadinho mais estes conceitos. De uma forma muito básica, eu aqui não vos vou estar a ler as fórmulas, acho que são perceptíveis, gostaria apenas de vos dar a entender que, acho que foquem-se especialmente nesta última comparação, ou seja, quanto maior é o ângulo de desfazamento entre a corrente e a tensão, menor será o nosso quociente de FI da nossa instalação, ok? Ou seja, quanto mais em fase tiver a tensão com a corrente, mais perto de um teremos o nosso quociente de FI da instalação, ok? Pronto. Aqui de uma forma muito básica, depois vou aprofundar um bocadinho estes tópicos mais à frente. Agora falar aqui um bocadinho sobre a questão da compensação de energia reativa e como é que isto nos pode ajudar, quais é que são as vantagens de compensar a nossa instalação com uma bateria de condensadores. Então, acho que estas duas imagens são bastante intuitivas de perceber realmente o interesse de fazer a compensação. Eu, entretanto, vou colocar aqui todas as vantagens de fazer esta compensação. E acho que a primeira, que a própria imagem vos dá logo uma ideia muito clara que existe e que é verdadeira, é a questão de, assim que vocês colocam uma bateria de condensadores dentro da vossa instalação ao fazer uma compensação, quer seja ela parcial, global, individual, independentemente do ponto onde compensam, a vossa instalação, ou seja, a vossa fonte de alimentação, aliás, deixa de requerer essa energia reativa, que eu acabei de vos dizer que nas cargas, neste caso motores de indução, o que seja, é sempre necessária, mas essa energia reativa deixa de ser consumida diretamente da rede, ou seja, da nossa fonte de alimentação, neste caso um transformador, por exemplo, de potência, MTBT, deixa de ser consumida por aí e passa a ser consumida diretamente pela nossa bateria de condensadores, que passa a suprir estas necessidades e a nossa fonte, o nosso transporte de condensadores, o nosso transformador fica com uma potência disponível, uma potência útil disponível maior, ok? Aliás, vem aqui a parte azul, BB, que passou a ser potência disponível, que agora está disponível para a gente então poder utilizar, por exemplo, mais cargas dentro da nossa instalação e exponenciar mais então a questão da potência útil do que é a potência ativa. Além disto, as grandes vantagens de fazer esta compensação é a questão da diminuição das perdas, ok? Vamos ter menos corrente a circular nas nossas linhas, portanto, vamos diminuir as nossas perdas de transporte e distribuição, a potência útil das linhas de transformador, esta questão eu já falei, a redução das quedas de tensão, a montante do ponto de compensação, depois também uma redução do tamanho da instalação, porque lá está, se nós dimensionarmos a priori uma instalação com compensação de energia reativa, à partida não temos a necessidade de superdimensionar tanto as nossas linhas, os nossos cabos, as nossas proteções, a nossa fonte de alimentação, o nosso transformador, os nossos geradores, o que seja. E depois, em última análise, e é basicamente este último ponto que interessa a muita gente, é a questão da poupança na fatura elétrica. Pronto, eu já vou falar sobre a questão da taxação em Portugal, de como a energia reativa é taxada, é cobrada ao cliente final, mas pronto, no limite há uma garantia de redução da fatura. Se não for para zero, a redução existirá independentemente da eficiência da compensação. Agora vou falar-vos aqui um bocadinho sobre uma questão pertinente, que cada vez é mais pertinente nas instalações atuais. A questão da energia reativa, pronto, já é uma questão que está no nosso dia-a-dia já há bastantes anos. Atualmente, cada vez mais, além das cargas indutivas, ou seja, além de uma instalação tipicamente indutiva, e tem vários exemplos que agora não vou enumerar, de cargas tipicamente indutivas, e quais é que são os fatores de potência teóricos que essas cargas normalmente têm, mas cada vez mais vão aparecendo instalações com um caráter capacitivo. O que é que isto quer dizer? De uma forma muito básica, quer dizer que a instalação, em vez de consumir a energia reativa da rede, acaba por injetar a energia reativa na rede. E que tipo de cargas é que permitem estes perfis que cada vez mais aparecem e que as baterias de condensadores não resolvem, vamos dizer assim, instalações capacitivas das baterias de condensadores acabam por não solucionar o problema, muitas vezes até o pioram. Portanto, tipo de cargas normais para este tipo de acontecimento, para este tipo de instalação. Eluminação LED, tudo o que é eletrónica, eletrónica do ponto de vista da IT, portanto os data centers, por exemplo, pode perfeitamente acontecer. Baterias fixas, que lá está, que não têm em comando, portanto estão permanentemente a colocar, a sobrecompensar a instalação, pode acontecer. E no limite, isto aqui é muito verdade, a questão do comprimento das linhas. Quanto mais compridas forem as linhas, maior é a componente capacitiva que essas linhas apresentam e, portanto, por exemplo, no vazio é muito habitual que, ao descermos a nossa carga, da nossa instalação, durante o vazio, à noite, neste caso, as linhas estão lá, independentemente da carga que a gente apresente, e, portanto, que a nossa instalação tenha um caráter indutivo durante o dia e depois à noite, mesmo sem bateria de condensadores, apresente um caráter fortemente capacitivo. Isto tem penalização, que eu, mais uma vez, já vou falar mais à frente como é que é a energia penalizada. Agora, aqui um assunto bastante polémico. A questão da polémica, ou que suscita bastantes dúvidas a várias pessoas até da área, a questão das harmónicas. Pronto, dizer inicialmente o que é que é uma harmónica. A harmónica não é mais do que uma frequência múltipla da nossa fundamental, da nossa corrente, ou da nossa tensão fundamental. E quando digo fundamental, estamos a falar da onda de tensão ou de corrente a 50 Hz, ok? E as harmónicas não são mais do que os seus múltiplos. Portanto, estamos a falar de tenda fundamental a 50 Hz, de 150, de 250, de 350 Hz, por aí fora, ok? Aqui, neste caso, referi a terceira, a quinta e a sétima, que são as mais comuns, digamos assim. Além disto, se estivermos, por exemplo, a falar em redes de 60 Hz, que não é o caso em Portugal, mas aí estaríamos, então, a 180, a 300 e, neste caso, também a 420, se não me engano. Pronto, mas vamos focar aqui nos 50 Hz. Acho que esta representação no domínio do tempo aqui é bastante clara de realmente como é que as harmónicas se somam na fundamental e originam posteriormente uma forma de onda destrucida. Portanto, o nosso número 3 acaba por ser a nossa forma de onda de corrente eficaz, vamos dizer assim, que não deixa de ser a soma da nossa fundamental com a nossa harmónica, que eu aqui apenas representei uma harmónica, mas isto, claro, pois é um espectro com várias ordens. Neste caso, temos aqui, por exemplo, se não me engano, uma quinta harmónica a se somar à nossa fundamental, ok? Que dá logo uma corrente não linear destrucida, não sinusoidal, não puramente sinusoidal. Pronto, aí, pelas transformadas de Fourier, e agora também não vou contar aqui a descrever fórmulas, mas conseguem perceber como calcular a destruição harmónica em corrente, que acaba por ser análoga e da mesma forma se calcula a destruição harmónica em tensão. Avançando aqui, pronto. Agora sobre a questão das ordens de harmónicas, ou seja, que tipo de harmónicas é, como classificar as harmónicas, basicamente? Na nossa instalação. Temos harmónicas de sequência positiva ou direta, temos harmónicas de sequência negativa ou inversa, e ainda temos as nossas harmónicas homopolares, de sequência homopolar, ok? Como veem também pela tabela, é perceptível quais é que são as positivas, negativas e homopolares. As homopolares, basicamente, são as triplas de três, ou seja, a terceira harmónica, a sexta, a nona, a décima segunda, a décima quinta, foquem-se apenas, mais uma vez, nas harmónicas impares, ok? As harmónicas pares tendem a anular-se. Portanto, aqui, as inimigas das nossas instalações são, essencialmente, as harmónicas impares e, basicamente, as que realmente têm em peso e aquelas que se verificam no tipo de cargas que as nossas instalações têm, normalmente, com muita eletrónica de controle, a meia onda ou a onda completa, tipicamente terceira, quinta, sétima, nona, décima primeira, décima terceira, por aí fora, pronto. Dizer também que, quanto maior é a frequência da harmónica, ok? Ou seja, quanto maior é a ordem, tendencialmente menor é a amplitude da harmónica, neste caso, se for uma harmónica de corrente, em termos de amperagem, ou seja, o impacto que ela tem na nossa fundamental. Porquê? Porque se vocês levarem em linha de conta qual é que é a fórmula do cálculo da reactância indutiva nos cabos da nossa instalação, essa reactância indutiva é proporcional à frequência. Ou seja, quanto maior for a frequência, maior será a reactância indutiva nos cabos. Portanto, essa reactância indutiva crescente acaba por amenizar o impacto das harmónicas de grande amplitude. Por isso mesmo é que a quinta, a sétima e vá, a décima primeira e a nona, também a terceira, lá está, as pequenas harmónicas de ordem mais inferior são realmente aquelas que têm um impacto mais nefasto na nossa corrente eficaz e no somatório da nossa fundamental. Ok? Outra coisa que é interessante dizer, em relação às sequências positivas e negativas, ok? Às diretas e inversas, é que, como vocês veem até pelas imagens aí, pelo diagrama de fasores, é perceptível que estas harmónicas, quando existentes, especialmente a quinta e a sétima, elas têm tendência, por exemplo, nos motores, nas nossas cargas, que apresentam um campo girante, têm a tendência a acabar por acelerar o campo ou a travar o campo, dependendo se essa harmónica é positiva ou negativa. Ok? E, claro, que isto tem um impacto enorme nos nossos receptores. As homopelares, por sua vez, elas têm um impacto direto e muito, muito, muito negativo no neutro da nossa instalação. Ok? Porque as homopelares tendem a somar-se no neutro. Ok? Ou seja, as várias componentes homopelares de cada fase tendem a somar-se no neutro. Ou seja, tudo o que vocês veem em cada fase vai ser triplicado, o seu efeito vai ser triplicado no neutro. Ok? Esta situação é extremamente perigosa para os cabos de neutro, que provoca sobreaquecimento dos cabos de neutro, porque a corrente aumenta bastante, já que as harmónicas têm um impacto grande na amplitude da corrente eficaz. E o que é que acontece? Acontece que este sobreaquecimento dos cabos, se os cabos não estiverem devidamente dimensionados, pode provocar consequências bastante graves. No nosso condutor de neutro. Inclusive, vocês sabem que em instalações mais antigas, atualmente eu acho que isto já não se passa tanto, mas em instalações mais antigas existia bastante o conceito e a ideia de trabalhar com o neutro reduzido. Ok? Ou seja, com uma secção de neutro, uma ou duas secções abaixo da secção das nossas fases. E este conceito e esta forma de trabalhar ainda podem, como dizer, ainda podem... piorar mais a situação, vamos dizer assim. Pronto. Avançando. Em relação aqui aos problemas que as nossas harmónicas criam nas instalações. Basicamente elas criam todo o tipo de problemas adversos que a gente possa imaginar. As harmónicas não são as culpadas de tudo, mas acreditem que muitas vezes elas são muito responsáveis por grande parte dos problemas que temos nas nossas instalações. Pronto. Aqui em relação às harmónicas, basicamente dizer que elas, como eu já disse, elas provocam sobrecarga e possibilidade de ressonância nos nossos condensadores. Perdas, quer sejam perdas de Foucault ou perdas de Joule, o que seja, por sobreaquecimento dos nossos enrolamentos, dos nossos núcleos, lá está, as perdas de Foucault. Efeitos térmicos nos motores, nos enrolamentos dos motores e no circuito magnético. Destruções na tensão de rede, lá está, porque as harmónicas em corrente, pela lei de OMA, acho que isto é facilmente perceptível, as harmónicas em corrente acabam por ter um impacto negativo também na forma de onda de tensão, ou seja, provocam destruição na tensão. Efeito policular nos cabos, ou seja, a corrente tem tendência a circular pela superfície do cabo e não pelo interior do cabo, ou seja, a secção útil acaba por se deteriorar no cabo, o que é grave. Interferência em sinais de eletrónica e telecomunicações e no limite também disparos bastante erráticos e problemáticos nas nossas proteções, na nossa automação, comportamentos erróneos da nossa automação, das nossas instalações, essencialmente industriais, pronto, tudo isto são problemas bastante graves. Agora avançando aqui, pronto. A questão da... Ah, isto também é interessante que tenham este conceito presente. Eu falei-vos há pouco, ou quando iniciei esta sessão, sobre a questão do cosseno de FI, do desfazamento da corrente com a tensão, etc. E como este ângulo tinha impacto no cosseno de FI. Agora também dizer-vos que existe uma... Se realmente estivermos na presença de uma instalação não linear, ou seja, com harmónicos, uma instalação que tem cargas destrucionantes, cargas que produzem harmónicos, o nosso cosseno de FI nunca vai ser igual ao nosso verdadeiro fator de potência da instalação. Vai ser sempre superior. O fator de potência vai ser sempre inferior ao cosseno de FI. Ok? Isto às vezes pode criar alguma confusão, mas como veem nas fórmulas eu acho que é perfeitamente claro. Aqui na questão de quando temos um sistema não linear, ok? Comparativamente ao sistema linear, ou seja, em que apenas temos cargas sinusoidais, vamos dizer assim, aparece aqui uma terceira componente na equação, que é basicamente a componente destrucionante. E esta componente provoca com que o fator de potência, como veem, acho que é facilmente perceptível pela comparação das duas fórmulas, que seja inferior ao cosseno de FI. Ok? Tanto mais, quanto maior for a taxa de destrução harmónica incorrente da instalação, maior será esta diferença. Ok. Agora pronto. Agora aqui também uma questão bastante... que cria bastante confusão na análise às instalações e que deverá ser tida em linha de conta sempre, ok? Porque é das que mais impacto tem, além da existência de harmónicas, há que verificar este fenómeno sempre nas nossas instalações, que é bastante impactante, vamos dizer assim. A questão dos fenómenos de ressonância paralela entre a nossa bateria de condensadores que acabámos de instalar, ou que prevemos instalar na nossa instalação, e a nossa fonte de alimentação, ou seja, o nosso transformador de potência da instalação, a nossa rede, vamos dizer assim, a montante. Aqui tem, na primeira imagem, tem o esquema equivalente, ok? Peço desculpa, tem aqui o esquema de princípio. Depois este esquema de princípio é transformado num esquema equivalente para melhor a percepção do sistema, ok? Basicamente temos uma fonte de alimentação, outro transformador, temos cargas consideradas lineares, temos cargas distracionantes, cargas não lineares, e temos aqui a nossa bateria de condensadores. Pronto, foi composto um esquema equivalente para este sistema bastante simples, para vos darem a entender como é que o sistema funciona. E, essencialmente, eu gostaria aqui de chamar a atenção que existindo então aqui um paralelo entre a bateria de condensadores e a fonte de alimentação da nossa instalação, este paralelo tem alguma… há que ser analisado, ou seja, há que fazer primeiro, chegar ao cálculo de qual é que é a frequência de ressonância paralela provável, ou real, da nossa instalação, ok? E como é que isto pode ser feito? Primeiro, saber que, como eu já disse anteriormente, penso eu, a reactância indutiva da nossa… a componente de reactiva indutiva da nossa instalação tende a ser proporcional à frequência, ou seja, ela sobe com a frequência, ok? Já, por outro lado, a reactância capacitiva, ou seja, que acaba por ser inerente à nossa bateria de condensadores, tende a descer com a frequência, ok? A reactância capacitiva, esta componente. Como uma acaba por subir e a outra acaba por descer, existe um ponto onde elas se encontram, e é esse ponto que chamamos o fenómeno de ressonância paralela ou anti-ressonância, já que os valores são iguais em módulo, mas são simétricos, basicamente, em valor verdadeiro, em valor real. Pronto, e este valor de frequência de ressonância paralela é que importa conhecer, que importa calcular. Como calculá-lo, como eu acabei de dizer, a ressonância paralela acontece quando a reactância capacitiva, a componente reactiva capacitiva, é igual à componente reactiva indutiva, ok? E acho que por estas fórmulas acabam por ser facilmente perceptível como é que chega ao cálculo, então, aqui da fórmula final. Pronto, esta fórmula acaba por ser um pouco difícil de quantificar, já que é preciso calcular a indutância, o valor indutivo e capacitivo, o L e o C da nossa instalação, do nosso equivalente, o que nem sempre é fácil, e por isso é que também existe outra fórmula análoga, que acaba por surgir da primeira, que é o cálculo da frequência de ressonância através da ordem de ressonância, ok? E este cálculo é dado pelo quadrado da potência de curto-circuito sobre a potência da nossa bateria, ok? Pronto, da bateria que pretendemos instalar na instalação. O cálculo da potência de curto-circuito muitas vezes é, por simplificação, é considerado o único responsável, o transformador da instalação, daí que conhecendo a potência do transformador e conhecendo a tensão de curto-circuito da máquina, que tipicamente varia entre 5% e 6%, é possível fazer então um cálculo da frequência de ressonância provável paralela da nossa instalação. Eu, por exemplo, aqui no ridículo, encontrei aqui valores para vos dar um exemplo prático, considerei a potência do transformador da instalação de 400 kVAs, ok? Considerei a minha bateria que pretende instalar na instalação 250 kVARs, considerei a tensão de curto-circuito do transformador, isso é um valor medido em laboratório, nos ensaios e inclusive vem muitas vezes nas chapas de características das máquinas, considerei 6%, e a partir destes valores considerados, calculei uma ordem de ressonância provável no valor de 5,16, 5,16, ok? Agora é multiplicado por 50 Hz e tem a verdadeira frequência de ressonância provável da instalação, que andará nos 252 Hz, se calhar, 51 Hz. Como este valor é bastante próximo da quinta harmónica, ok? Ou seja, dos 250 Hz, e como tendencialmente as instalações têm uma componente de quinta harmónica bastante presente e bastante forte, independentemente de serem instalações industriais, de escritórios, de serviço, que seja, tipicamente esta componente de quinta harmónica está presente, portanto é um risco enorme que corremos nesta conjugação transformador de 400 kVAs, bateria de 250 kVARs, apenas para terem um pequeno exemplo, ok? Lá está que se não tivermos praticamente harmónicas nenhumas na instalação, e neste caso na quinta harmónica tivermos se calhar 1, 2, 3% em corrente, aí se calhar os riscos de ressonância são baixos, mas o risco é grande, ok? Pronto, vou então avançar. Ok, pronto, neste slide o que é que eu gostaria de vos chamar a atenção, essencialmente? Primeiro dizer que... Ok. A impedância dos condensadores aumenta com as harmónicas da instalação, ok? Pronto, e além disso, a ideia de colocar os filtros, os reatores, que acabam por ser esta imagem trifásicos, que eu vos coloco aqui neste slide, para terem uma ideia, para verem um sistema, que são colocados em série com os bancos de condensadores, ok? A ideia é aumentar a impedância do circuito série LC, do filtro, ok? Face às harmónicas da instalação, ou seja, impedir que os nossos condensadores absorvam as harmónicas, e além disso, estes filtros de rejeição harmónica têm como principal objetivo deslocar a frequência de ressonância que a gente calculou anteriormente, mas a ideia é deslocá-la para um valor inferior às harmónicas, harmónicas com mais impacto na nossa instalação. Como é que nós sabemos as harmónicas com mais impacto? Temos que fazer uma auditoria técnica, uma auditoria de qualidade de energia, perceber então pelo espectro de harmónicas quais é que são as verdadeiras harmónicas que têm peso e que têm impacto na nossa instalação. Pronto, agora, pronto, este slide acaba por resumir bem os slides anteriormente abordados, e eu acho que pode-vos explicar bastante bem como é que esta questão funciona. Ou seja, numa primeira imagem vocês têm a resposta do sistema como um todo, vamos dizer assim, numa situação em que a bateria de condensador utilizada não tem filtragem harmónica, ok? O que acontece então? Acontece que existirá um ponto, que é o tal ponto de frequência de ressonância paralela, em que tendencialmente, pronto, dizer antes que o sistema, o sistema como um todo, tem tendência a ter um comportamento indutivo, ou seja, a impedância do sistema, neste caso a impedância do sistema, neste caso a reactância, vamos expressar as resistências, tem tendência a variar linearmente e proporcionalmente com a frequência, ok? Mas este ponto de frequência de ressonância paralela, o que é que acontece? Neste ponto específico, a impedância do sistema como um todo tem tendência a aumentar muito, ok? Pronto. E este aumento, neste ponto, o que é que vai provocar? Vai provocar aqui dois fatores bastante negativos. Pela lei de OMA, acho que é facilmente, como eu já tinha dito, acho que é facilmente perceptível que existindo uma impedância muito maior no sistema, e considerando que já existem as tais harmónicas, além da própria amplificação das harmónicas em corrente, também existirá uma queda de tensão abrupta por culpa da... uma queda de tensão em harmónicas por culpa da... deste aumento da impedância, ok? Isto vai implicar uma amplificação enorme da destruição de tensão, ou seja, da nossa qualidade de energia, da nossa qualidade da onda de tensão dentro da nossa instalação. E como podem ver aqui neste caso muito específico, isto muitas vezes acupa tendencialmente quando se fala de qualidade da onda de tensão e dos harmónicos de tensão, normalmente costumamos acicatar a responsabilidade. ao distribuidor de energia. Mas nem sempre isto é verdade. Isto pode acontecer também que esta destruição harmónica em tensão seja impactada pela destruição harmónica em corrente que basicamente acaba por existir, pelo mau dimensionamento dos equipamentos que temos dentro da nossa instalação e pelo excesso de cargas não lineares que também temos. Pronto. Pronto. Agora, aqui a segunda... a segunda... a segunda imagem que representei é após, então, a instalação de um sistema, uma bateria de condensadores com filtragem de... harmónica, ou seja, com filtros de rejeição. O que é que acontece? Qual é que é o principal objetivo destes filtros? O principal objetivo destes filtros é tentar deslocar a frequência de ressonância, porque a frequência de ressonância ela acabará sempre por existir, mas a ideia é deslocá-la para um valor anterior, anterior, de frequência inferior às harmónicas que realmente têm impacto. Eu neste exemplo que vos estou a dar, isto é uma instalação que claramente tem impacto na quinta e na sétima harmónica, não terá tanto impacto na terceira harmónica, ok? E daí que a frequência de sintonia do filtro está a algures entre a terceira e a quinta harmónica, ou seja, a algures entre os 150 Hz e os 250 Hz, ok? Pronto. E a ideia é... Como é que vai funcionar o filtro? O filtro funciona, para frequências inferiores à frequência de sintonia, o filtro funciona com caráter indutivo, ou seja, os nossos condensadores comportam-se como uma bateria de condensadores e tendem a suprir as necessidades reativas da nossa instalação. Para frequências superiores à frequência de sintonia, o que é que acontece? Os nossos filtros acabam por se comportar como um isolamento entre a nossa bateria e a instalação a montante, uma proteção que vão basicamente impedir a absorção desses harmónicos nos nossos condensadores e impedir as sobrecargas nos nossos condensadores cilindéricos ou prismáticos. Pronto. E nessa tabela abaixo, pronto, falar aqui um bocadinho sobre a questão da frequência de sintonia dos filtros. Eu não me vou detalhar muito sobre as várias frequências de sintonia que apresentei nesta tabela. Gostaria apenas de vos chamar a atenção para dois pontos. Essencialmente focarem-se na primeira e na terceira possibilidade, ok? A primeira possibilidade, basicamente, é um filtro sintonizado a 134 Hz, que é utilizado para instalações com componentes de terceira harmónica bastante significativas, ok? Portanto, daí que deixamos a colocar a nossa frequência de sintonia antes dos 150 Hz, ok? Nos 134. A ideia é tornar a instalação capacitiva acima de 134, protegendo a nossa instalação já na terceira harmónica. Caso a terceira harmónica não tenha impacto, então poderemos optar por filtros standard, que é o típico, os típicos filtros que a Infocontrol usa e, normalmente, comercializa no mercado. São filtros com um fator de sobretenção de 7%, o chamado P, e com uma frequência de sintonia de 189 Hz, ok? Depois a frequência acaba por andar nos 170, 210, 200, o que seja. Isso já terá a ver com outras questões mais debatíveis, vamos dizer assim. Mas, no limite, estes filtros de 789 Hz são usados para a 5ª e para a 7ª harmónica, para instalações, essencialmente, instalações com muitas cargas trifásicas destrucionantes, ok? Que provocam muito a 5ª e 7ª. Essencialmente, as 6ª instalações que mais provocam a 3ª harmónica são instalações com muitas cargas monofásicas, ok? Sistemas muito desequilibrados, essencialmente, ambientes de escritórios, com muita eletrónica, data centers, todo esse tipo de instalações acaba por manter um peso na 3ª bastante significativo. Continuando aqui mais uma vez nos filtros de rejeição harmónica. As regras anteriores são bastante teóricas, mas nem sempre são bastante práticas. Então, aqui duas relações que eu considero muito empíricas, mas que acabam por funcionar bastante bem e, para quem tem pouco conhecimento na área, podem-se revelar boas aliadas para uma boa decisão. Este gráfico, por exemplo, é bastante interessante. Eu próprio, às vezes, me socorro dele. Ou seja, decidir, então, se há necessidade ou não de utilizar filtros. Filtros sintonizados ou filtros de rejeição harmónica, ou como lhe queiram chamar, ou reatores, em série com os condensadores. Pronto. A questão é, depois vocês ainda veem aqui que existe uma distinção entre baterias standard e baterias premium. Ou seja, baterias com condensadores não sobrevoltados, ou seja, condensadores de 400, 415 volts, ou então, nas premium, condensadores sobrevoltados a 440, a 690, inclusive a 1025 volts. Pronto. Então, quais é que são as duas relações empíricas que realmente se prova que podem se tornar interessantes de analisar? Se a bateria, primeiro fazer uma análise da potência da bateria que pretendemos instalar, não é? Depois comparar essa potência da bateria com a potência do transformador existente, da nossa fonte de alimentação da instalação. Se a bateria tiver uma potência dimensionada superior a 30% da potência do transformador e se a nossa componente de cargas não lineares for superior a 15% da potência do transformador, então aí eu diria que sim, que estamos na presença de cargas não lineares. Então, a diferença de uma instalação que realmente nos indica que devemos utilizar baterias com filtros de rejeição harmónica. Depois, outra questão que é interessante perceber é que estes filtros de rejeição harmónica, e isto que fica bastante claro, isto às vezes acaba por ser um bocadinho enganador no mercado, os filtros de rejeição harmónica, de alguma forma, eles acabam por absorver alguma da componente harmónica existente. Mas o objetivo deles não é reduzir o nosso nível de harmónicos na instalação, longe disso. O objetivo dos filtros de rejeição harmónica é criar uma barreira que proteja a nossa bateria de condensadores e inclusive a nossa instalação a montante. Não é absorver ou mitigar harmónicas, porque para isso existem filtros passivos e filtros ativos. A ideia dos filtros de rejeição é um pouco diferente, por isso é que eles chamam filtros de rejeição e não de absorção. Depois a sintonia dos filtros, como eu vos falei anteriormente, mais uma vez não vou detalhar muito sobre essa questão. Além da sintonia dos filtros, é importante também de ter, porque normalmente a sintonia dos filtros está muito relacionada com a componente harmónica em corrente. Estivemos a falar de instalações que têm um impacto muito forte também, que até a própria destruição harmónica em corrente tem um impacto muito forte na destruição harmónica em tensão, normalmente redes brancas ou fracas, e realmente a nossa qualidade de tensão, da onda de tensão está muito destrucionada, e quando eu digo destrucionada estamos a falar, a IEC 50-160 fala em 8%, ok? Mas já existem outras normas americanas, inclusive a 61.224, se não me engano, que fala já de valores de harmónicas em tensão máximos para diferentes tipos de cargas, por exemplo, computadores e telecomunicações 5%, ok? Se tivermos a falar de instalações que já têm harmónicas em tensão 5%, 6%, 7% em carga, convém dimensionar os filtros, reforçar os filtros, ok? São filtros reforçados com indotâncias reforçadas, valores maiores, inclusive mexer um bocadinho na frequência de sintonização do filtro, mas pronto, isso aí eu não me vou alongar agora nesse tópico. Pronto, agora falar aqui também sobre um tema que eu acho que é bastante interessante e que tem cada vez mais impacto no nosso dia-a-dia, até porque o fotovoltaico está presente cada vez mais no quotidiano e cada vez mais temos empresas que se dedicam a este ramo de instalação e clientes que estão consciencializados para o uso das energias renováveis. O que é que acontece? Essencialmente tem instalações opaco, de autoconsumo. Acontece que, primeiro dizer que a missão do sistema fotovoltaico no limite é fazer a compensação da energia ativa, ok? Com matar necessidades de energia útil dentro da nossa instalação de energia ativa. Ou seja, o painel fotovoltaico não está dimensionado para também com matar necessidades de energia reativa. Ou seja, o inversor deverá no limite trabalhar com um fator de potência unitário para potencializar ao máximo a produção fotovoltaica ativa, que é isso que interessa, ok? O que é que acontece então, considerando o fator de potência unitário do inversor, acontece que, e se calhar aqui este exemplo será o melhor para que possam perceber com detalhe aquilo que estou a falar. Essencialmente, numa instalação sem painel fotovoltaico, sem painel fotovoltaico e sem bateria de condensador, ou seja, nem a ativa nem a reativa estão a ser compensadas internamente. O que é que acontece? Estes são os consumos atuais da nossa instalação, 100 kW e 32.9 KVARs, ok? Conhecendo estes valores, também sabemos qual é que é o ângulo de desfazamento entre a nossa corrente e a nossa tensão, vamos dizer assim. Os valores de ativa e de reativa, mais uma vez, pronto. Agora, na segunda imagem o que é que temos? Temos painéis fotovoltaicos, o PAC, ou seja, uma instalação de um PAC dentro da nossa fábrica que vai produzir cerca de 60 kW. O que é que acontece? Acontece que da rede deixam de vir os antigos 100 kW passam a vir apenas 40, porque 60 são superiores internamente. Isto é um exemplo muito simples, espero que considerem. A energia reativa consumida da rede acaba por ser a mesma da anterior, ok? Porque os painéis não fazem essa aconteçação. O que é que acontece então no limite? Acontece que, apesar da energia reativa ser a mesma, as necessidades reativas à partida não aumentaram, ou até podem ter aumentado, mas à partida não aumentaram, mas tendo em conta que, no próximo slide vou falar sobre isso, mas avanço já, que tendo em conta que a energia reativa é taxada em diferentes escalões de fator de potência, e quanto menor for o fator de potência, mais grave é a penalização, o nosso fator de potência, o ângulo vai aumentar, portanto o nosso fator de potência vai diminuir, e se calhar a energia reativa que estávamos a pagar em primeiro escalão anteriormente, estamos agora a pagar em terceiro escalão, ok? Portanto há uma penalização adicional depois então de avançar com os painéis e com os sistemas OPAQ. E por isso é que eu estou a tentar trabalhar um bocadinho este mercado e considero que haja bastante oportunidade de apresentar soluções conjuntas de compensação de ativa e de reativa aos nossos clientes, para que possam ficar bastante melhor servidos. Pronto, ok. Pronto, agora falar aqui um bocadinho então sobre a lei e sobre a forma como a energia é cobrada atualmente, a energia reativa. O despacho de lei que vigora atualmente e que define estas tarifas é o 7253 de 2010, ok? O número 7253, é um despacho de 2010, como disse, e define que apenas clientes de baixa tensão especial e clientes de média tensão são taxados ou penalizados pela energia reativa produzida ou consumida, ok? Ou seja, clientes BTN de baixa tensão normal ou até 41,7 KVA, como por exemplo nós somos em nossas casas, acredito eu, a maior parte dos cidadãos portugueses, não são cobrados pela energia reativa que consomem. No entanto, os clientes BTN e MT, quando eu digo clientes de MT, acho que é facilmente perceptível que são clientes com transformadores de potência, com BTs próprios, com telecontagens na média tensão, nos 15 KV, nos 10 KV, o que seja, e os clientes BTN, tipicamente, grandes superfícies comerciais, grandes lojas, grandes condominios, condominios com piscina, etc. Tudo isso podemos estar a falar de clientes de baixa tensão especial. Pronto. A forma como a energia é taxada, vamos aqui direto ao assunto. O primeiro gráfico de fatias, vamos dizer assim, é a forma como a energia é taxada nos períodos de cheia e ponta, ou seja, durante o dia. A energia é taxada da seguinte forma, o primeiro escalão de energia reativa, ou seja, onde o valor unitário a pagar pelo KVAR, ora, é o mais barato, é taxado entre o 0,96 e o 0,93 indutivos, ou seja, o nosso quociente de FII está entre 0,93 e 0,96. Abaixo de 0,93 estamos no segundo escalão e abaixo de 0,89 estaremos então no terceiro escalão de penalização. Acima de 0,96, como é possível ver, acima de 0,96 e no campo capacitivo, no lado capacitivo da nossa esfera, a energia não é cobrada, ok? Pronto. Agora, como vêem, depois, se passarmos então para a análise dos períodos de vazio e super vazio, tipicamente entre a meia-noite e as oito da manhã, o que seja, é possível ver que passa-se exatamente o contrário, ou seja, a energia é paga no quadrante oposto, em que era paga na cheia e na ponta, ou seja, é paga no quadrante capacitivo e não no quadrante indutivo. O que é que isto quer dizer? Quer dizer que nos períodos de vazio os clientes pagam energia reativa que injetam na rede, ok? Energia reativa capacitiva. E por isso mesmo é que, por exemplo, baterias de condensadores, muitas vezes, quando mal dimensionadas, e quando têm escalões, por exemplo, demasiado grandes, mal parametrizadas, que entram ao serviço fora de tempo, acabam por sobrecompensar a nossa instalação e lá está. Se o fizerem durante a cheia e a ponta, não há problema. Mas se o fizerem durante o vazio e o super vazio, sobrecompensando, vão estar a injetar esse excesso na rede, porque a nossa instalação não tem essa necessidade toda, e esse excesso vai ser penalizado, vai ser pago. Também já aguardar aqui uma indicação, que acho que a maior parte das pessoas presentes acaba por ter essa noção, mas instalações novas, ou seja, clientes novos, com contratos novos com os comercializadores de energia, celebrados há menos de oito meses, têm um período de análise para poderem fazer então os levantamentos de consumos reativos da instalação, para que depois então possam avançar para uma solução de compensação e melhorarem então a eficiência energética da sua instalação. Nos primeiros oito meses não é cobrada energia reativa aos clientes. Pronto, agora vou falar aqui um bocado então sobre a questão do dimensionamento das baterias de condensadores. Como fazer o dimensionamento destas soluções? Existem duas formas muito fáceis de fazer este trabalho. Muito fáceis e muito dispares também, de alguma forma. A primeira é pela análise de faturas de energia, ok? Eu já vou dar aqui alguns exemplos. E a segunda seria por auditorias técnicas, de qualidade de energia e de monitorização de consumos. A primeira, na questão da análise de faturas, vantagens, acaba por ser rápida, não é? E não tem qualquer custo, ou seja, nós em Infocontrol trabalhamos este mercado desta forma, nós dimensionamos as soluções para os nossos clientes sem qualquer custo adicional, pela análise de faturas, que eu tipicamente solicito pelo menos seis exemplares, ou seja, seis meses de análise, para que tenha um período de amostragem suficientemente credível e para que não corra risco, por exemplo, em instalações sazonais de não ter então a fatura que realmente incide sobre um perfil de carga diferente do outro mês, por exemplo. E depois a grande desvantagem das faturas é que eu, dimensionando uma instalação por faturas, eu não tenho mínima noção dos perfis de carga da instalação, ou seja, como é que a carga futura, qual é que é a rapidez de flutuação de carga, não conheço também o perfil harmónico da instalação, portanto, é sempre, este dimensionamento acarreta sempre alguns riscos. Eu tipicamente sugiro, encontrando aqui uma fronteira, um limiar entre uma e outra possibilidade, eu sugiro que, quando estamos a falar de clientes de baixa tensão especial, em que dimensionamos baterias até 50, até 60, até 70 KVARs, a análise de faturas parece-me um método aproximado que se adequa. A partir daí, eu sugiro, e até pela experiência empírica que vou desenvolvendo, que se faça auditorias de qualidade de energia à instalação dos clientes e que realmente se analisem a instalação com mais detalhe. A desvantagem é o custo, não é? Porque isso tem um custo associado, esse trabalho, esse serviço, e o tempo associado, estamos a falar sempre de um período mínimo, pelo menos de uma semana, para ter um período de amostragem credível, um tempo de análise credível. Vantagem, pronto, é absolutamente o contrário das desvantagens das faturas, é conhecer, é o espelho integral da instalação, o espelho elétrico da instalação. Agora, falar aqui então sobre as faturas, sobre a análise de faturas. Eu não vos vou explicar aqui como é que faço dimensionamento por faturas, mas apenas dar-vos uma ideia do qual é o impacto realmente de uma boa compensação na fatura de energia. Como vos disse, peço sempre pelo menos 6 faturas, isto é crítico, até deveriam ser mais às vezes, mais uma vez, para instalações então com perfis sazonais, como hotéis, como abegas, em que existem campanhas de produção, etc. Quanto mais faturas, melhor, mais credível é a amostra. Depois, quais é que são os valores que realmente interessam na análise das faturas? Vocês até podem ver aqui pela questão da lupa, no limite o que verdadeiramente me interessa para o dimensionamento é os consumos, os consumos em KVAR hora taxados na fatura, em primeiro, segundo e terceiro escalão, ok? Os consumos de cheia e de ponta e a potência contratada ou a potência tomada fora de vazio da instalação por mês. A partir destes valores de consumos reativos e ativos, calcula-se um fator de potência atual da instalação e conhecendo um fator de potência objetivo, definindo um fator de potência objetivo para a instalação, é possível então fazer um dimensionamento credível, pelo menos da potência do equipamento a colocar na instalação do cliente. Pronto, vocês veem eu antes, não é? Como tinha demonstrado, um fator de potência de 0,77, com uma taxação de energia reativa de mais de 200 euros mensais, o após, estamos a falar de uma instalação que foi um caso de sucesso trabalhado por nós, em que no após deixou de haver energia reativa cobrada e o fator de potência subiu para 0,97. Pronto, agora vou falar aqui um bocadinho também sobre as auditorias de energia. Primeiro dizer que, antes de avançar para como fazer uma boa auditoria de energia, tentar perceber, isto não tem só a ver com o know-how e com a interpretação dos dados, também tem a ver muito com o equipamento utilizado, com a qualidade do equipamento medidor. O equipamento de análise deve ser um equipamento claramente true RMS, ou seja, que faz distinção e que realmente analisa as componentes não sinusoidais, além das sinusoidais também o faz às componentes não sinusoidais. Sempre equipamentos de classe A ou no mínimo classe S de precisão, este tipo de classe é definida na 61.430, ok? Períodos depois, além disto, dizer que os equipamentos, praticamente, devem possibilitar uma instalação não intrusiva na nossa instalação, ou seja, que nos possibilite, operando com as normas de segurança inerentes, claro, luvas de proteção, etc., distâncias, etc., mas que nos possibilite fazer trabalhos em tensão, ou seja, muitas das instalações muitas vezes não querem fazer cortes à instalação e por isso é necessário fazer os trabalhos em tensão, da montagem do analisador de redes, e além disto, claro, que o equipamento tem que possibilitar registro e gravação de todas as grandezas elétricas e eventos durante o período de análise que nós nos propomos a analisar, neste caso, tipicamente eu costumo fazer trabalhos de uma semana, e nesta uma semana, muitas vezes até convém, se a instalação tiver perfis muito dispares, por exemplo, entre os dias de semana laborais e o fim de semana, convém ter um período, por exemplo, de sete dias mesmo, para conseguir captar também o fim de semana, que pode ter consumos diferentes, menores, mas às vezes até os próprios consumos residuais são interessantes de analisar. Depois, agora, como fazer, então, partindo do princípio, já temos um equipamento adequado, como fazer a análise? Que fatores é que devemos considerar? Devemos considerar o período de análise, essencialmente, como já vos falei, de cinco, sete dias, cinco dias úteis, ou sete dias, uma semana inteira, uma semana, de sete dias, além disto, claro que o período poderá ser maior ou poderá ser mais pequeno, dependendo do tipo de instalação que estamos a analisar, se realmente tivermos uma instalação com perfis de carga muito, muito, muito constantes, poderemos reduzir este período de análise, se tivermos instalações com flutuações de carga significativas de dia para dia, então aí convém que estivéssemos a trabalhar já com menos como cinco a sete dias. Além do período de análise, há que ter atenção à frequência da mostragem, isto é programado nos nossos analisadores de redes, esta frequência da mostragem pode ir de segundos a dias, para terem uma ideia da variação dos valores, ou horas até. Tipicamente eu costumo, lá está, como as auditorias que são feitas na nossa área, não é tanto para monitorização de eventos de qualidade de energia, onde a tensão cabe, as sobretensões, os transitórios, o que seja, é mais na perspectiva de dimensionar um equipamento de correção de fator de potência, ok, e ter alguma sensibilidade sobre as harmónicas existentes, então tipicamente costumo trabalhar com períodos de amostragem entre cinco e dez minutos. Até porque quanto menor for o período de amostragem, também à partida menor será a capacidade de gravação do nosso equipamento, ok, portanto estamos a comprometer a amostra total quando queremos um período de amostragem muito, muito detalhado, muito, muito, muito pequeno. Portanto, cinco a dez minutos parece-me um valor razoável. A sensacionalidade às instalações, já vos falei, hotéis, adegas, etc., há que terem de conta qual é que é o tipo de instalação que estamos a analisar. E depois também um fator muito importante, e que muitas vezes acaba por ser um erro clássico, é nas análises de auditorias técnicas, ou seja, para dimensionamento de futuras baterias de condensadores, há que ter sempre a atenção de desligar a bateria existente na instalação, ok, se existirem baterias anteriormente instaladas, há que ter essa sensibilidade de desligar a bateria durante as medições. Depois há testes interessantes a fazer com a bateria, por exemplo, a questão da ressonância harmónica. Existindo uma bateria já dentro da instalação e tendo o nosso analisador instalado, é possível, por exemplo, fazer testes de desligar e ligar a bateria e perceber qual é que é a resposta em termos de harmónicos da nossa instalação sem e com bateria. É perfeitamente plausível que quando colocamos a bateria ao serviço, uma bateria, neste caso, sem filtros de rejeição, que a componente harmónica aumente, ok, tanto mais quanto maior for o efeito de ressonância com a instalação. Agora, aqui mais na perspectiva do projeto, do dimensionamento pelo projeto, como fazer, eu falei do dimensionamento por auditorias ou por faturas, mas do ponto de vista do projeto estamos a falar muitas vezes de instalações que ainda não existem, ou seja, que não é possível fazer dimensionamento por auditoria, porque não há nada para medir, e que não é possível também verificar faturas porque ainda não existe qualquer histórico de faturas. Então aí temos que abordar a situação de uma forma um pouco diferente. Existem duas formas aqui de trabalhar. A primeira é se o meu projeto conhecer o diagrama de cargas individualizado e detalhado das cargas que prevejo instalar na minha instalação e os consumos reativos de cada carga ou os fatores de potência teóricos de cada carga, eu posso através de fatores de simultaneidade considerados, porque as cargas não vão estar a funcionar todas ao mesmo tempo, como é óbvio, eu posso dimensionar a minha bateria de condensadores de uma forma aproximada com este tipo de abordagem. Depois, se eu nem sequer conhecer a descartização das minhas cargas, tenho sempre a possibilidade de considerar assim uma regra muito empírica e muito, vamos dizer, regra da mão direita, em que considero 25% a 30% da potência nominal do transformador. Eu acho que esta regra acaba por ser muito interessante no verdadeiro pré-projeto, no início do projeto mesmo, para se começar a estabelecer uma potência prevista para a bateria de condensadores. Além disto, agora falar aqui um bocadinho sobre a abordagem que nós em Focontrol estamos a fazer ao mercado neste momento na questão do projeto, ou seja, quando ainda não existe uma instalação real a realizar. Portanto, isto são perguntas típicas que o projetista pode colocar-se a si mesmo. Não conheço os perfis de carga da minha instalação, não conheço as cargas, não sei se o meu cliente vai querer expandir no futuro a instalação, não conheço o perfil harmónico, realmente é difícil quantificar o perfil harmónico sem uma análise, e pronto, e além disto, tenho a perfeita noção que o meu cliente terá 8 meses para analisar e para verificar então a dimensão da bateria. Então, porquê avançar no projeto? Pronto, e nós em Focontrol acabamos por dimensionar esta possível solução. Trabalhar a solução perspectiva de um puzzle, ok? Ou seja, o projeto tem a opção de projetar ou de definir a bateria por módulos, ou seja, começa por dimensionar qual é que é o armário que pretende, ou seja, o tamanho do armário que pretende, dependendo do nível de expansão que quer imprimir a solução ou não. Além do tamanho do armário, do tipo de armário que vai escolher, é possível escolher depois quais é que são as racks que pretende colocar já dentro do armário, ok? Pode, por exemplo, se estivermos a falar do armário mais pequeno, permite até 4 racks, pode colocar apenas uma rack para responder aos consumos residuais da instalação e o restante então expande no futuro com análises mais concretas. Rácos com ou sem filtros, dependendo já da instalação que pretendemos compensar, do perfil teórico, vamos dizer assim. Além disto, qual é que é o regulador varimétrico que pretendemos instalar dentro da nossa bateria? Se pretendemos um sistema de extinção de incêndio, ou seja, se é uma instalação crítica com elevado risco de incêndio elétrico, poderá ser uma boa solução, porque as baterias lá estão-se no equipamento com bastante risco neste tipo de situações, especialmente em questões de ressonância e de bastantes harmónicos, portanto isto é um sistema bastante seguro, por aerossóis condensados, e depois também escolher a proteção, a proteção que vamos colocar à cabeça da nossa bateria de condensadores, que poderá ser uma proteção, um interruptor de corte, ou seja, apenas para manutenção e intervenções, ou mesmo um disjuntor com um pedaço de corte, um disjuntor magnetotérmico para proteção de sobrecargas e curto-circuitos. É possível fazer essa escolha também na nossa solução modular. Pronto, agora aqui um tema que também é interessante chamar-vos a atenção, um bocadinho aqui off the record, sobre a questão da forma como o mercado trabalha estas soluções, e os vários concorrentes, vamos dizer assim, até porque este é um mercado bastante competitivo e que apresenta muita solução, muita diversidade de soluções em Portugal. Então, a principal informação a reter é que a tensão de fornecimento, ou seja, a tensão à qual a bateria é dimensionada e é vendida ao mercado, deve ser sempre aos 400 volts, ok? A tensão de referência é a tensão de rede, ou seja, sempre a 400 volts. Nunca a tensão dos condensadores. Muitas vezes estamos a falar de baterias com condensadores sobrevoltados, é verdade, 440 volts, 525, 690, o que seja, mas verdadeiramente, se alguém vos vender uma bateria a 440 volts com 100 KVARs, na verdade, o que vos está a oferecer não é um equipamento que vai debitar 100 KVARs à minha instalação, mas sim um equipamento que vai debitar cerca de 18% menos do que aquilo que foi oferecido. Porquê? Porque a tensão da instalação, na verdade, nunca vai ser 440 volts, no limite vai ser 400, 405, 410, nunca mais 415, ok? Portanto, aí estaremos sempre a oferecer soluções diferentes. Portanto, há que ter em conta que realmente quando se consulta ao mercado, consulta-se sempre o mercado para uma bateria referenciada a 400 volts e nunca aos 440 ou à tensão dos condensadores, mas sempre à tensão da rede. Agora, mais na perspectiva do... Já falei aqui um bocadinho na perspectiva do projeto, agora vou falar um bocadinho na perspectiva do instalador, ok? Como fazer uma boa instalação de uma bateria de condensadores de acordo com as normas e realmente ter em conta todos os padrões obrigatórios. Primeiramente dizer que, em termos de aparelhagem a utilizar, todos os cabos contabilizados para a bateria de condensadores, ou seja, os cabos de alimentação à bateria, devem ser sempre dimensionados de acordo com a 61921, a norma das baterias para baixa tensão, ok? A IEC 61921. Sempre dimensionar os cabos e as nossas proteções para 1.5 vezes a corrente nominal da máquina, ok? Quero isto dizer que se estivermos a falar de uma bateria de 100 amperes, devemos dimensionar que debita 100 amperes, não sei agora quantos cabos é a ARs é que isso corresponde, mas uma bateria que debita 100 amperes, reativos, deverá ser feito o dimensionamento de proteções e cabos para 1.5 vezes essa corrente. Porquê que isto acontece? Porquê eu uso 1.5 vezes que a norma define? Porque os próprios condensadores, por norma, são dimensionados para uma sobrecarga até 30% da corrente, ok? E além disto, além destes 30%, os próprios condensadores também são dimensionados por uma tolerância de tensão de mais a menos 10% da tensão. Tudo isto junto faz com que para realmente se aproveitar esta janela de oportunidade, acaba por se ter que dar uma folga no cálculo da secção do cabo e da proteção do disjuntor, que vamos colocar neste caso no nosso quadro geral da nossa instalação, ok? Além do dimensionamento para 1.5 vezes a corrente nominal, há que ter em conta que os disjuntores, por exemplo, sempre disjuntores ou seccionadores fusíveis no quadro geral, mas no limite de disjuntores, deverão sempre ser utilizados as proteções magnéticas, lá está a sobrecarga para 1.5 vezes, como disse, o magnético sempre para 5 a 10 vezes, ok? A corrente nominal. Portanto, em disjuntores dos mais pequenos, os compactos, uma solução de curva C é mais do que plausível, ok? Uma solução standard de mercado curva C. Pronto, além dos cabos, do calivamento, além da proteção que já falei, os cabos sempre inífugos e não propagadores de chama, ok? Isto também que fique claro. Depois, é preciso considerar sempre, e aqui vou falar primeiro da questão da instalação, sempre um transformador de intensidade, um transformador de medida de intensidade, com classe de precisão de medida, ok? Idealmente 0.2, mas poderemos utilizar, por exemplo, 0.5 de classe de precisão para o transformador. Transformadores abertos é o ideal, porque permitem-nos fazer trabalhos em tensão e não ter que desconectar os cabos de instalações já existentes, sempre com secundários a 5 amperes, pelo menos nas nossas soluções, ou seja, com rácios sempre de 1.000 para 5, de 2.000 para 5, de 500 para 5, o que seja. E depois, onde colocar este TI? Primeiro, dizer que, a meu ver, e para evitar erro, o TI deve ser sempre colocado o mais perto possível do interruptor de corte geral da nossa instalação, em baixa tensão, ok? Ou seja, como veem aqui no ponto B e no ponto A, podem colocar o TI a juzante ou a montante do interruptor de corte geral da instalação, mas sempre o mais perto possível do interruptor de corte para evitar erro. E porquê evitar erro? Porque a bifurcação para a bateria, ou seja, a derivação no nosso painel, no nosso quadro geral de baixa tensão, deverá ser sempre feita após o TI, ok? Nunca, nunca antes, aliás, exatamente, após o TI, ou seja, nunca antes do TI, como está aqui, por exemplo, representado no ponto D, ok? E nunca também dentro já da própria derivação, como está no ponto C, ok? Como está aqui no C, e no D são instalações incorretas. Além disto, há que ter em conta, isto é um bocadinho variável, não é uma regra, mas digamos que tipicamente as instalações que apresentam, as instalações são desequilibradas tipicamente, primeiro dizer isso. Instalações trifásicas acabam sempre por ter cargas monofásicas que as desequilibram, mas tipicamente a fase mais carregada acaba por ser a fase 1. Por isso mesmo, por ser a fase 1 a mais carregada, no padrão, coloca-se sempre o transformador de intensidade corrente na fase 1, sempre, ok? Se fizermos uma auditoria e realmente concluirmos que a fase 3 ou que a fase 2 estão significativamente mais carregadas em termos de consumos do que a fase 1, então aí poderemos colocar o TI noutra fase. Mas idealmente, e de uma forma muito estándar e para evitar erros, coloca-se sempre na fase 1. Além destes pontos que referi, pronto, eu já falei da questão do facto do TI dever ser aberto, como dimensionar o rácio do TI? A questão do rácio, pronto, é fácil de perceber que tem a ver com a secção do cabo da fase 1, ok? A questão do rácio tem a ver basicamente com a potência, muitas vezes pela potência do transformador ou pela potência contratada ou pela potência tomada fora de vazio, realmente a potência útil que costuma fluir nas nossas linhas, ok? E por aí então podemos, porque não convém subdimensionar o rácio, ou seja, a corrente primária, nem convém subdimensionar muito, ok? Tudo isso pode implicar erro, portanto há que fazer uma boa aproximação deste rácio do transformador de intensidade a utilizar. Sempre um transformador para a bateria, ok? Um na fase 1. A bateria apenas monitoriza a fase 1, as outras fases acaba por fazer por estimativa. Ok, agora mais na perspectiva das empresas de operação e manutenção. Sobre a manutenção a estes sistemas, até por questões de ativação de garantias, etc., é sempre muito importante que as manutenções sejam feitas periodicamente e que respeitem a norma, a norma em vigor, mais uma vez é a 61,921. Estas manutenções devem ser feitas pelo menos anualmente, ok? E se possível, semestralmente, uma vez por semestre, ok? Ou seja, uma vez de seis em seis meses. É possível, as baterias deverão sofrer manutenções porquê? Porque apresentam inúmeros componentes eletromecânicos, como os contactores, por exemplo, e como os próprios condensadores, que apresentam vibração e ao apresentarem vibração, acabam por sofrer um pouco de desgaste e um pouco de desaperto, por exemplo, desaperdos nos parafusos, nas ligações, nos terminais, e daí a necessidade de ir fazendo estas manutenções periódicas, que são muito básicas e são muito simples, mas que devem existir, ok? A verificação de apertos, como eu falei, a questão das limpezas, testes funcionais às proteções, para realmente perceber que estão operacionais, testes funcionais ao nosso regulador varimétrico, que acaba por o cérebro da nossa bateria de condensadores, assim como os condensadores, eu chamo-nos o coração da bateria, o regulador é o cérebro. Além disto, temos ainda a verificação do estado do funcionamento do interruptor de corte, ou seja, do interruptor existente. Nós vendemos sempre esta solução com o interruptor de corte e com o bloqueio de porta, para garantir que o operador ou que o cliente não pode intervir na bateria, com a bateria em tensão e em funcionamento, ok? É um equipamento de segurança. Adicional. Testes funcionais aos contactores, perceber que os contactores, por exemplo, não estão colados e que estão em funcionamento. Se existir um interruptor horário, que desliga a bateria nos períodos de vazio, também é possível fazer testes ao interruptor horário. E pronto, mais testes ao regulador varimétrico, além das variaturas de parametrização, como também é importante ver que os parâmetros estão todos bem definidos. E depois, colocar a bateria em modo manual, verificar escalão a escalão os consumos, para perceber o nível já de degradação de cada um dos escalões, porque é possível aferir, teoricamente, qual é que é a corrente teórica que cada escalão deverá debitar manualmente. E após um período de funcionamento da bateria, é possível também medir a corrente que isso se sente atualmente e perceber qual é que é o nível de degradação dos condensadores, porque os condensadores têm uma vida útil e é claro que vão sofrer sempre um desgaste ao longo do tempo e vão começar cada vez mais a debitar menos corrente, ok, reativa. Em relação à construção da solução em si, é uma solução bastante simples, ou seja, não traz grande novidade. Como é que uma bateria de conversadores é essencialmente constituída? Pelo regulador varimétrico, que é este equipamento que temos na porta, que acaba por ser o cébro, como já disse, da bateria. Pelo interruptor de corte, que nem todas as baterias levam, mas que eu aconselho a que considerem sempre, com o bloqueio de porta, que é o caso aqui também. Pelos fusíveis de proteção à bateria, poderão ser proteção geral ou proteção individualizada por escalão, ok? Estes fusíveis deverão ser sempre fusíveis com alto poder de corte, também eles dimensionados por 1.5 vezes a corrente do escalão, se for proteção por escalão, e tipicamente são fusíveis de fusão retardada, lenta, os chamados GEGs, ok? Fusíveis de faca, que façam proteção magnética e térmica. Além dos fusíveis, existem ainda os contactores, ou seja, os equipamentos de manobra, eu já vou falar deles um bocadinho mais à frente, e pronto, e depois lá está, os condensadores que são o coração da bateria e são eles que determinam a verdadeira qualidade da bateria, ok? Bons condensadores é meio caminho andado para termos uma bateria robusta e que vai realmente dar provas da sua competência. Falando de bons condensadores, pronto, eu aqui vou falar um bocadinho sobre as características que há que ter em conta nos condensadores. Este, por exemplo, esta foto é um condensador, um tubo de condensador por nós comercializado, que é o nosso topo de gama, vamos dizer assim, que já é inclusive na própria ligação dos terminais já é por por xin, ok? Não tem parafuso. Tipos de conversadores que existem, pronto. Trifásicos e bifásicos, essencialmente para instalações trifásicas, para compensação trifásica. Os bifásicos acabam por fazer uma necessidade de colocar três equipamentos bifásicos em triângulo fechado, por sua vez acabam por não ser mais do que um condensador trifásico que faz esse triângulo fechado internamente, ok? A norma que regula os condensadores em baixa tensão é 6831 I e II, a secção I e II da 6831. Depois, dizer que grande parte dos condensadores vendidos no mercado trabalham com filmes de polipropileno metalizado, ok? Eu já vos vou mostrar uma imagem do condensador por dentro, para terem uma perspectiva mais detalhada. Em termos de impregnante, isto é bastante polémico. Qual é o impregnante que devemos usar? Existem três, essencialmente, três opções válidas. Um impregnante a óleo, vegetal, sem PCBs, o chamado óleo de castor, ok? Ou então impregnante seco, soluções a resina ou a gás inerte, como é por exemplo o nitrogênio, ok? Estas são as mais conhecidas no mercado, os impregnantes dos condensadores. Em termos de, depois, a qualificar também as perdas, se realmente as perdas dos condensadores são baixas ou são altas, isto pode ter bastante influência até no aquecimento da nossa bateria. A esperança média vida dos condensadores é outro fator que poderemos considerar uma boa escolha. Se os condensadores, isto é muito interessante, quais é que são as proteções que os nossos condensadores têm? Além dos próprios fusíveis externos que eu já vos mostrei dentro da bateria, que fazem a proteção magma-metotérmica, os próprios condensadores deverão vir sempre protegidos com fusíveis internos, ok? Além disto, devem vir com um sistema de desconexão por membrana que trabalha por sobrepressão, ok? Caso haja uma rotura interna, caso haja uma anomalia interna, o condensador tende a inchar e a desconectar imediatamente as ligações de rede ao tubo. Ok? Isolando-o da rede e evitando derramamentos, por exemplo, de óleo, ok? Que é sempre incómodo. Depois, os condensadores, além disto, tipicamente, os nossos, não são exceção, vêm com resistências de descarga em paralelo com os mesmos, em paralelo com os terminais dos mesmos, para possibilitar a descarga mais rápida do condensador, quando o condensador esteve em serviço e, entretanto, saiu de serviço. As condensadoras de magnetização, ou seja, até quanto é que eles garantem, em termos de corrente de magnetização, qual é que é o pico da magnetização do escalão e, depois, isto é super importante, se os condensadores são realmente sobrevoltados ou se não são sobrevoltados. Tipicamente, quanto mais sobrevoltado for o condensador, maior é a resistência a ambientes hostis, ok? Quando eu digo ambientes hostis, ambientes com elevada poluição harmónica, ok? Portanto, inclusive, existem já condensadores tão sobrevoltados que acabam por trabalhar realmente em instalações em que não existindo ressonância harmónica, isso aí é bom que não exista, mas mesmo que exista uma componente harmónica de 25%, 30%, 35% em corrente, condensadores robustos com o filme de polipropileno mais grosso, mais reforçado, ou seja, sobrevoltados, acabam por suportar melhor a distração harmónica em corrente e evitar sobrecargas nos mesmos. Agora, então, vou mostrar-vos aqui um condensador por dentro. Aqui não vos estou a mostrar o condensador todo, mas falar primeiro que o envolcro do condensador, no nosso ponto de vista, deverá ser sempre em alumínio, ok? Que é um material, um metal que tem uma condutividade térmica bastante elevada e que permite, então, uma dispersão da temperatura e do aquecimento de uma forma uniforme pelo todo o condensador. Além do envolcro, do casing, temos ainda por dentro do condensador, temos o elemento capacitivo, não é? Que é o verdadeiro condensador em si, temos o filme de polipropileno metalizado, que é o dieléctrico, basicamente, do nosso tubo, que acaba por ser, o filme acaba por ser metalizado apenas de um lado, ok? É possível metalizar dos dois, ou seja, a película, mas tipicamente o mercado oferece condensadores com filmes metalizados apenas de um lado e depois a superfície de contacto. Aqui o 4, que é realmente onde ela vai fazer contacto com o casing, com o envolcro exterior. Agora falar aqui um bocadinho sobre uma questão que é bastante polémica e que se fala bastante nesta área, a questão do impregnante dos condensadores. A questão é muito simples e foca-se muito no risco de incêndio elevado ou não dos condensadores a óleo e o vegetal. Primeiro dizer que eu defendo um bocadinho os condensadores a óleo e o vegetal porque são uma solução robusta, porque têm provas dadas e porque essencialmente até apresentam vantagens em relação a condensadores secos a nitrogênio ou a resíduo, ou seja, como podem ver na tabela, acho que é facilmente perceptível algumas questões que, realmente, são vantagens em relação aos condensadores M2. A primeira a dizer, que acho que é muito fácil perceber, é que caso haja uma fuga de óleo, é facilmente perceptível que o condensador saiu de serviço e que há um problema com o condensador. Caso haja uma fuga de nitrogênio, é impossível a ferir realmente o que é que se passou, porque o nitrogênio é invisível ao olho humano, ok? Além disto, há uma maior capacidade de oxidação, porque o nitrogênio, ou haver rachas no invoco ou alguma fuga, o próprio ar ambiente vai acabar provocar a oxidação interna no nosso elemento capacitivo. Além disto, os riscos de incêndio, é verdade que o óleo acaba por proporcionar um risco de incêndio, é verdade, mas tipicamente acima de 150 graus, nunca abaixo, é por aí que o óleo pode realmente arder, mas o próprio nitrogênio, ou a própria resina, apesar do impregnante ser inerte, o próprio filme de polipropileno, ou seja, o filme, a película que eu vos mostrei anteriormente, ela própria também é constituída por óleo, ou seja, o risco de incêndio está sempre presente. Há que não culpabilizar o condensador pelo incêndio, mas há que tentar respeitar as condições da norma para evitar sobreaquecimentos, e é isso que a gente se deve preocupar, no limite, ok? Pronto, agora vou falar aqui sobre as manobras, a questão das manobras. 90%, 95% das soluções são apresentadas com condensadores convencionais, ou seja, eletromecânicos, ok? Estes condensadores, estes contactores, peço desculpa, são contactores convencionais, normalmente do tipo AC6B, ou seja, é dizer que é uma solução integrada em que, em paralelo com o próprio contactor, existe uma resistência de amortecimento que amortece a corrente de inerrecho, ou seja, a corrente de magnetização do nosso escalão que entra ao serviço, ok? Esta corrente de magnetização é tanto maior, quanto maior for a potência do escalão, quanto maior for a potência de curto-circuito, ou depende da potência de curto-circuito da rede, e ainda depende se já existem outros escalões ou não dentro da nossa bateria, ou outras baterias, ligados na instalação, ok? Tudo isto vai ter impacto na nossa corrente de inerrecho. Como amortecer esta corrente de magnetização? Com resistências de amortecimento em paralelo com os contactores, ok? Como podem ver na primeira e na segunda imagem, acho que é facilmente perceptível que sem uma resistência de amortecimento podemos estar a falar às vezes de correntes de magnetização superiores a 250 vezes a corrente nominal, com a resistência de amortecimento. A entrada ao serviço do escalão acaba por ser muito mais, como é que vou a dizer, bumpless, ou seja, suave, ok? Além disto, estes contactores têm ainda uma pequena desvantagem, que é eles têm um número de manobras limitado, ok? 150 mil, 200 mil, 250 mil manobras no limite. Depois, uma solução um bocadinho mais, de mais alta gama, vamos dizer assim, é a questão da manobra por contactores estáticos, ou seja, contactores constituídos por pontos de tirístores, de IGBTs, o que seja, que fazem este acionamento dos escalões. A grande vantagem destes contactores, eu não vou explicar aqui muito o princípio de funcionamento deles. O número de manobras, tendencialmente, sendo isto por eletrónico, o número de manobras é mais ou menos ilimitado, vamos dizer assim, acho difícil, mas pronto, mas será muito superior aos contactores convencionais. Os contactores estáticos não apresentam ruído, ou seja, nós não ouvimos os escalões a entrar ao serviço, assim como ouvimos numa bateria de condensadores convencional. E além disto, estes contactores normalmente são muito aplicados em instalações com perfis de carga muito variáveis. E quando eu digo muito variáveis, estou a falar se calhar de 20 a 30% da carga máxima, da referência máxima, em menos de 20 a 30 segundos. Ou seja, a carga flutua de 20 a 30% para baixo e para cima em questões de segundos. E se isto for verdade, é muito dificilmente uma bateria com contactores convencionais que terá tempo ou terá capacidade de resposta suficiente para acompanhar estas manobras tão velozes. E é aqui que os contactores estáticos fazem bastante sentido. Pronto, já falei sobre os condensadores, já falei sobre os contactores, já falei um bocadinho também sobre as proteções e sobre os fusíveis a aplicar. Agora vou falar sobre os reguladores varimétricos, que também eles são, como eu disse, o cérebro da bateria. E uma boa escolha de um regulador varimétrico também é meio caminho andado para ter uma boa bateria e responder àquilo que se pretende, que é a compensação da energia reativa, de uma forma competente. Pronto, em relação aqui aos reguladores varimétricos, então. Como veem, por exemplo, aqui, dois equipamentos que são os nossos equipamentos mais evoluídos, vamos dizer assim. Essencialmente o equipamento da esquerda e o equipamento do meio, aqui desta trilogia que eu vos apresento. O primeiro, a grande característica dele, e que eu gosto de destacar, é que, ao contrário, não sei se se recordam do processo de instalação que vos falei anteriormente, que obrigava à instalação de um transformador de intensidade apenas na fase 1, ok? Com este regulador varimétrico, este regulador varimétrico já monitoriza as três fases, ok? Fase 1, fase 2 e fase 3. Portanto, já precisa de três transformadores de intensidade a instalar em cada uma das fases. Qual é a grande vantagem disto? É que a bateria acaba por compensar fase a fase, ou seja, ela monitoriza os consumos reativos fase a fase, e em caso de termos a presença de instalações muito desequilibradas, isto faz muito sentido, porque evita que a bateria, medindo apenas uma fase, estime as outras duas fases. Ela mede mesmo, e aliás, vocês têm três ecrãs para poderem ter acesso à informação por fase, e a bateria também compensa por fase. Ela pode perfeitamente estar a injetar 50 KVARs na fase 1, 70 na 2 e 30 na 3, para terem uma ideia. Ela tem esta inteligência. Em relação ao regulador PRO aqui do meio, à versão PRO, a grande vantagem é que, por exemplo, já permite monitorizar até 53 escalões no mesmo regulador varimétrico. Estas baterias, para terem uma ideia de reguladores mais standard, vão até 12 escalões, e este regulador já vai até 53. Portanto, permite não só monitorizar os escalões que estão dentro da própria bateria, como todas as baterias de condensadores dentro de uma instalação, por exemplo. É possível a partir deste regulador único, ok? Como se fosse uma bateria única que está presente em vários pontos da instalação. Depois, além disto, todos os nossos reguladores varimétricos possibilitam a comunicação, a interface de comunicação para modo bus, ou para sistemas secada, com portas RS-485 ou portas Ethernet. Fazem uma gestão inteligente do número de horas e o número de manobras de cada um dos escalões, para permitir que os escalões se desgastem de uma forma mais ou menos uniforme, para não acontecer que temos um escalão completamente desgastado e outro que nunca entrou ao serviço. Eles têm essa inteligência. Fazem registro e gravação de eventos. E pronto. E funcionam muitos, já, dois ou três destas soluções que vos mostrei, já funcionam nos quatro quadrantes. Ou seja, para instalações, por exemplo, que exportam energia para a rede, como instalações fotovoltaicas, eles já permitem monitorizar tanto o quadrante de importação de energia como exportação e tanto capacitivo como indutivo, ok? Os quatro quadrantes de energia. Eles são quase, principalmente este equipamento aqui da vossa direita, é um analisador de redes porque permite monitorizar a instalação em si, não só a bateria, mas a instalação. Permite monitorizar as harmónicas, quer de corrente, quer de tensão, até à 19ª ordem. E pronto. E tem N funcionalidades que um analisador tem. Ok. Pronto. Ok. Agora falar aqui também sobre outra questão que está presente nas nossas soluções, mas que o mercado oferece cada vez mais, até porque o mercado procura acompanhar as tendências atuais, tecnológicas que vão surgindo, e neste caso a indústria 4.0, a cloud, a informação disponível na palma da nossa mão, remotamente. E pronto. E como vêem, cada vez mais estas soluções existem e são muito interessantes e muito aplicáveis, vamos dizer assim. As nossas soluções já possibilitam, remotamente, sem qualquer custo adicional para o cliente, monitorizar os consumos, quer da instalação, quer da bateria de condensadores, em tempo real. Ou seja, é possível voltarmos em nossa casa e vermos em tempo real qual é a performance da nossa bateria, se ela está a compensar, se não está a compensar, quais é que são os escalões que estão a serviço, quais é que não estão, se há algum alarme com a bateria, se não há. Todas essas variáveis é possível verificar na nossa plataforma de acesso, apenas com uma conta de e-mail e com uma password, é possível aceder ao equipamento e verificar tudo em tempo real. Agora, como escolher uma boa bateria de condensadores? E que soluções existem também para que vocês tenham essa noção? Eu vou aqui avançar com os pontos todos e depois vou falar aqui um bocadinho. Uma das soluções que a gente oferece e que eu acho que é interessante e bastante aplicável é a questão de baterias para exterior, ok? Quando não existe espaço interno dentro de PTs, etc., é possível instalar as baterias no exterior sujeitas a umidade, as chuvas, etc., desde que as baterias sejam projetadas em quadros de poliéster, ok? E com classe 2 de isolamento não necessitem de ligação à terra. Nós temos este tipo de soluções. Depois a questão da esperança média de vida da bateria, não é? Normalmente está relacionada com a esperança média de vida dos condensadores. Que tipo de condensadores é que aplicamos? Qual é a simponia dos filtros que aplicamos? Se é que vamos aplicar filtros? Os contactores, quais são? Se são convencionais ou se são estáticos? Isto faz muita diferença depois na abordagem comercial. A proteção, se é individualizada por escalão ou se é uma proteção geral a toda a bateria, isto também faz muita diferença. Estamos a falar de equipamentos automáticos, ou seja, com regulador barimétrico, semi-automáticos ou fixos, ok? Para compensação, por exemplo, de transformadores de potência. Eu, por exemplo, aqui mostro-vos este equipamento, é um condensador prismático com um disjuntor que acaba por ser um equipamento fixo. Qual é que é o regulador barimétrico que vai existir dentro da nossa bateria? Se ele é evoluído, se ele é flexível? Se temos sistema de distinção de insinor automático dentro da bateria, qual é que é o índice de proteção da bateria? Isto também é muito interessante, essencialmente em ambientes bastante hostis, ou seja, com muita poluição, pó, umidades, água, todo esse tipo de fatores ambientais. Há que terem atenção o IP da bateria. Há baterias com IP20, há baterias com IP54, ok? E isto é muito interessante de ter em conta, o IP da bateria, ou seja, do armário da carcaça. Depois, o tipo de escalonamento que temos e a sequência elétrica da nossa bateria também é importante verificar, ok? Quanto mais fino for o escalonamento, quanto maior for o número de escalões da nossa bateria, à partida também mais cara será a solução. E depois também a questão das garantias, não é? Quantos anos de garantia é que a solução oferece? Isto tudo tem impacto na solução, na questão comercial. Agora, pronto, eu já falei aqui um bocadinho então sobre as baterias de condensadores e penso que esteja terminado para já. Agora vou falar sobre outra solução, que é um bocadinho mais high profile, vamos dizer assim, mas que também não traz grande segredo, que é as soluções por SVG, ou seja, os chamados static var generator, só em português preferirem gerador estático de energia reativa, ok? Qual é a grande vantagem destes geradores estáticos de energia reativa em relação às baterias de condensadores standard? Tem duas vantagens principais que eu detecto. A primeira é que este gerador estático de energia reativa compensa nos dois quadrantes, ou seja, compensa instalações com caráter indutivo e instalações com caráter capacitivo, ok? Ou seja, os dois quadrantes. Podemos estar a consumir energia reativa da rede ou podemos estar a injetar energia reativa na rede, porque este equipamento já vai compensar os dois perfis. Depois, a grande vantagem também é que ele faz uma, ao contrário das baterias de condensadores que trabalham por escalões, ou seja, que compensam de uma forma discreta, por escalões, por passos, este equipamento já faz uma compensação totalmente em tempo real, ou seja, ele acompanha as necessidades de consumo e responde em tempo real a essas necessidades. Portanto, acaba por ser uma compensação muito mais fina do que uma bateria típica de condensadores. Como é que é constituído? O princípio de construção e de funcionamento é muito semelhante a um filtro ativo, ok? A grande diferença entre um SVG e um filtro ativo é que o SVG acaba por ser, é dimensionado e é pensado com o principal objetivo a mitigação de harmonicas. O SVG é dimensionado em KVARs e um filtro ativo é dimensionado em amperes, ok? Mas em termos de princípio de construção acaba por ser muito semelhante. Pondos IGBTs com controladores por módulos PWM, qual é que é o princípio então, além da questão do material existente? Pronto, primeiro dizer que também uma vantagem disto é que este tipo de material não tem qualquer componente eletromecânica, é pura eletrónica, ok? O que implica logo menos manutenção, ok? Depois, a vantagem é que primeiro ele também faz monitorização trifásica, ou seja, fase a fase. Faz inclusive, é um equipamento de quatro fios, por isso faz inclusive compensação de neutro. E como é que ele trabalha? Basicamente, ele monitoriza o desfazamento da corrente e da tensão do lado da carga, ok? Calcula o desfazamento, após análise da corrente e da tensão. Ao saber o desfazamento, ele define se realmente a instalação está com um perfil indutivo ou capacitivo e, mediante isso, ele vai injetar do lado da fonte, vai injetar uma corrente que poderá ser indutiva ou capacitiva, de forma a compensar esse desfazamento e a colocar, como vem aqui no ponto 3, a corrente em fase com a tensão. Ou seja, anteriormente a corrente estava desfazada de um ângulo X e, após a compensação, existe uma injeção de corrente capacitiva ou indutiva que vai, então, colocar a tensão em fase com a corrente, ok? E lá está a trazer o que se entende fi para um, que é isso que se pretende. Pronto. Além disto, este equipamento não é dimensionado para isso, mas permite ainda fazer o balanceamento dos consumos reativos, ok? Ou seja, ele monitorizando de carga a carga, fase a fase, ele compensa fase a fase, para instalações desequilibradas faz bastante sentido e permite ainda, de alguma forma, a mitigação de harmónicos, ok? Apesar de não ser esse o principal objetivo de um SVG. Esse é o principal objetivo de um filtro ativo. Mas o SVG também o poderá fazer. Pronto. Como disse, evita penalizações tanto do aditivo como capacitivo, tem compensação bastante em tempo real, compensa sistemas desequilibrados, tudo isto eu já fui falando com o tempo. É impassível a ressonância com harmónicas. Isto é muito interessante, que eu não falei. Sendo um equipamento totalmente eletrónico, de pura eletrónica de potência, ok? Não tem condensadores, não tem reatores e por isso mesmo não tem possibilidade de entrar em ressonância com a instalação e amplificar harmónicos, ok? E isso é uma grande vantagem porque tira-nos um grande peso e uma grande dor de cabeça de cima. Não gera transitórios também. Pronto. Nem corremos de magnetização, etc. Esse tipo de coisas. Em termos de operação do equipamento, da solução com que a gente trabalha, já falei da questão da manutenção, tem um ecrã tátil bastante intuitivo. O ecrã, eu por acaso aqui não coloquei nenhuma imagem do ecrã em funcionamento, mas o ecrã tátil acaba por permitir-nos uma enorme versatilidade de valores a analisar. Ele apresenta no ecrã os valores tanto do lado da fonte como do lado da carga, como do próprio DC-Link, da solução, do condensador DC, porque isto acaba por ter uma conversão AC, DC, DC, AC, ok? E esse painel dá-nos essa informação toda. Qual é que é a corrente que o equipamento está a injetar e qual é que é, então, o fator de potência após compensação. Depois, além disto, tem um registro de medidas e alarmes e tem memória, ok? Permite registrar e gravar todos os alarmes do equipamento. Como eu disse, também faz alguma mitigação de harmónicos, mas não é esse o principal objetivo. Pronto, este tipo de equipamentos é essencialmente utilizado, um bocadinho à imagem também daquilo que eu tinha falado nas baterias a contactores estáticos e também nos filtros, acaba por passar tudo um bocadinho pelo mesmo. Estes equipamentos são bastante utilizados em centros de dados que têm muita eletrónica associada, ou seja, que acabam também por ter, são sistemas muito desequilibrados, com muitas cargas monofásicas, com muita terceira harmónica existente e daí que se apliquem bastante estas soluções SVG. Em instalações com linhas muito longas, como eu disse, que lá está, que vão ter um caráter capacitivo, é importante utilizar uma solução destas. Em cargas com perfis de carga muito variáveis, que flutuam muito rápido, como são os robôs de soldadura, as pontes rolantes, os teleféricos, que têm muitas manobras por ciclo, é importante fazer uma compensação muito rápida e os SVGs são bastante aplicáveis neste tipo de cargas. As baterias de condensadores não têm perfil para responder coerentemente a este tipo de carga, receptor. E pronto, e além disso também o setor terciário, em que realmente também existe muita terceira harmónica, pronto, todo este tipo de instalações são interessantes de compensar com uma solução SVG. Avançando. Agora vou-vos dar aqui um exemplo um bocadinho mais prático, estamos mesmo a terminar e vou passar aqui então um bocadinho mais à prática e à componente empírica, vamos dizer assim. Em relação aqui a um exemplo prático de uma instalação que antes não tinha compensação e depois passou a ter compensação, isto por exemplo são os valores atuais da instalação sem compensação, ou seja, eu gostaria que se focasse essencialmente neste valor. A instalação sem compensação apresenta atualmente uma taxa de utilização do transformador de cerca de 91% da sua capacidade nominal. Ok? Tenho o transformador praticamente ao máximo, a depitar o máximo na sua potência nominal. Um transformador de 800 KVA's neste caso, como veem aqui, 800 KVA's, está a ser utilizado de 731 KVA's. Ok? E um consumo de reativa de 418 KVA-R's. Se eu entretanto optar por compensar a minha instalação, o que é que vai acontecer aqui verdadeiramente? Então, partindo do princípio que eu quero compensar a minha instalação para um cosseno de FI de 0,98, e sabendo que anteriormente eu tinha um cosseno de FI de 0,82, é possível através dos cossenos de FI chegar às tangentes de FI. Ok? Sabendo também qual é que é a potência contratada da instalação, ou a potência útil que a instalação está a debitar, neste caso 600 KVA's, é possível através do cálculo das tangentes e definindo um cosseno de FI objetivo, isto é importante definir, que há de ser sempre 0,98, 1 no limite, é possível calcular qual é que é a bateria de condensadores a colocar na instalação. Ok? E pelo cálculo eu defini uma bateria de 294 KVA-R's. O que é que me permite então colocar esta bateria dentro da minha instalação? Como veem aqui, a bateria acabou de ser colocada, aqui a juzente da minha fonte de alimentação. Portanto, isto é claramente uma compensação global da instalação. Ok? O que é que me permite esta compensação? Permite-me, antes de mais, diminuir a taxa de utilização do transformador de 91% para 77%. Ou seja, fiquei com 14% de potência disponível para a futura expansão de potência útil. Ok? Ou seja, passei dos antigos 731 KVA's para 612 KVA's. Depois também, se repararem, diminui a corrente útil a fluir nas linhas de 1050 A para 880 A, que é um impacto ainda bastante significativo. Ao diminuir a corrente útil, acabei também por diminuir as perdas por efeito de Jou, ok? Que são basicamente proporcionais à corrente circulante. E acho que este exemplo é bastante intuitivo e perceptível para ajudar a entender a importância, não só do ponto de vista da faturação de energia, mas do ponto de vista de qualidade de energia, realmente o importante que é compensar as instalações em baixa tensão. Agora, dar-vos aqui um exemplo de uma instalação, uma auditoria feita por mim, uma instalação de um cliente nosso, que pronto, que não vou aqui identificar, mas dar-vos aqui algumas achegas sobre este ponto, sobre a auditoria que efetuei. Lá está, uma auditoria sempre efetuada cerca de uma semana, apesar do período de aqui, o período temporal não ser necessariamente uma semana, mas foi essa a auditoria feita, uma semana. O que é que vem aqui também, que eu gostaria de chamar a atenção? Primeiro, isto são as correntes, não é? Como a própria nome indica do slide, são as correntes, as três correntes de fase e a corrente neutro. O que é que é, de fato, é muito perceptível e que comentário há de ser sobre esta sobre esta auditoria. Primeiro, ver que as correntes de chamada, ou seja, as correntes máximas, a vermelho, são bastante superiores às correntes médias e às correntes mínimas, ok? Nas várias fases, como vêem. E quando eu digo bastante superior, estamos a falar, se calhar, às vezes, do dobro, ou mais. O que isto quer dizer? Quer dizer que dá-me a sensação, e depois isto depende muito da experiência de cada um, que esta instalação, mesmo sem perguntar ao cliente, etc., que esta instalação tem muitos variadores de velocidade. É a típica carga que promove estas correntes de pico, bastante elevadas comparativamente às correntes médias, ok? O que é que é a corrente média? A corrente média não deixa de ser o valor médio que o analisador definiu para o período de amostragem definido, que neste caso, se forem 5, 10 minutos, ou o que seja, o analisador acabou por definir um valor médio para esse período de amostragem definido, esse tempo de amostragem. Além disto, podem ainda ver a corrente neutro, que é bastante significativa, tem algum impacto até em períodos de ponta e cheia, ok? Nem sequer estamos a falar em períodos de vazio, estamos a falar em períodos de ponta e cheia, falamos muitas vezes de 70, 80 amperes no neutro, fluírem no neutro. O que é que isto quer dizer? Pode dizer duas coisas. Pode dizer que temos uma instalação desequilibrada, que é muito possível, porque esta instalação particularmente tinha alguma componente de escritório, ok? Não era tudo industrial. E pode querer dizer ainda que também temos bastante componente de terceira harmónica, ok? Que se soma no neutro. E daí também este valor em amplitude relativamente elevado. Poderá ser até bastante mais elevado do que esta instalação. Esta instalação nem é das mais problemáticas, vamos dizer assim. Lá está, isto ainda sem bateria de condensadores. Depois aqui também há algumas grandezas, além da corrente. Chamar a atenção, como falei anteriormente, e quem me está a ouvir desde o início, acompanhou a questão da comparação entre o fator de potência e o quociente de FI. Como veem, o fator de potência acaba sempre por ser mais baixo a vermelho, acaba sempre por ser mais baixo do que o quociente de FI a preto, ok? Para instalações com cargas não lineares, que ainda degradam mais o fator de potência existente. Ou seja, as harmónicas acabam por degradar mais ainda o fator de potência. E depois os consumos, os típicos consumos de reativa, ativa e aparente, ok? De potência. Isto é muito adicante para o dimensionamento do tamanho total da bateria, ok? Atenção que é um bocadinho limitador. Muitas vezes as pessoas limitam-se a analisar o pico e a analisar o valor mínimo e então dimensionam a bateria em termos de potência máxima para o pico. E o escalão mínimo, o escalão mais pequeno da bateria para o valor residual. Isto poderá ser um bocadinho retor a esta análise. Eu, por exemplo, tipicamente costumo trabalhar nisto mais numa perspectiva de histograma por intervalos de carga. Ou seja, é possível, a partir depois do download dos valores por período de mostragem, é possível discretizar os valores e analisá-los numa perspectiva de histograma para perceber intervalo a intervalo qual é que é a frequência em que realmente esse intervalo acontece. Para perceber realmente se justifica a bateria com tanta potência lá porque houve um pico nos 200 KVARs, mas a bateria tipicamente está sempre nos 100, para que estar a dimensionar uma bateria para 200, ok? É essa a ideia que o histograma, ou seja, o intervalo por frequências de acontecimento, nos dá uma ideia muito clara de realmente qual é que é a bateria que devemos e o escalonamento que devemos aplicar. Depois, eu já falei sobre harmónicas, mas mostrei-vos sempre as harmónicas do ponto de vista do domínio do tempo. Agora vou-vos mostrar aqui as harmónicas do ponto de vista do domínio da frequência, ok? No espectro de frequências. Que é muito mais fácil de analisar e ter uma verdadeira perceção, não só da taxa de obstrução harmónica total, que é realmente esta primeira barra que tem aqui, mas depois também do perfil harmónico em cada uma das ordens, ok? Aqui eu representei-vos a terceira, a quinta e a sétima e como podem ver, como já tinha referido anteriormente, a vermelha as correntes, a azul as tensões, ok? Tenham em linha de conta, por favor, o escalonamento, as escalas, mas estamos a falar de uma instalação que claramente não é problemática e que tem alguma componente harmónica de terceira harmónica, ok? Por exemplo, as tensões, as componentes de tensão são bastante reduzidas, estamos a falar sempre de tensões de distácios de obstrução harmónica em tensão inferior a 2%, o que é um valor perfeito. Bem, para terminar aqui em relação ao nosso compromisso enquanto empresa, enquanto presentes neste mercado, acaba por ser, acho que um pouco mesmo de todas as empresas que se posicionam de uma forma correta, temos um corpo técnico bastante especializado na área, ou seja, eu diretamente com a minha equipa tenho bastantes pessoas válidas que podem acompanhar, os clientes a nível nacional, inclusive, temos uma equipa comercial experiente, damos apoio a todas as fases do projeto, ou seja, como demonstrei, tanto da ponto de vista do projeto, do ponto de vista do instalador, do ponto de vista das empresas de manutenção, do ponto de vista do fabrico, tudo, pronto. Depois a questão da, penso eu que temos uma solução competitiva tecnicamente e economicamente e damos garantias bastante abrangentes. Já agora, também, normalmente nós acabamos por apresentar sempre uma solução ao mercado em que apresentamos também o retorno de investimento, ou seja, o ROI, ao cliente, para que o cliente tenha a perfeita noção de qual é que é a velocidade de retorno do investimento que vai desenvolver, neste caso pelas faturas, é possível fazê-lo, ou seja, amortizando os valores de faturas que vai deixar de pagar, na perspectiva reativa. Tipicamente eu digo que um bom investimento, chave na mão, já com a instalação, contudo, não deverá ter um tempo de payback superior a 3 anos, ok? Em relação aos 3 a 9 meses que vêm neste slide, tem muito a ver com o equipamento em si, pois claro que isto, em termos de instalação, tem o seu impacto, e então eu diria que, muito honestamente, 3 anos é o limite para realmente ser um bom investimento, e acreditem que existem muitas oportunidades e muitos clientes que o retorno de investimento é bastante rápido. Pronto, como podem ver, damos por concluída aqui a nossa sessão do ponto de vista teórico, vai haver agora um espaço para perguntas. Antes de mais, queria apenas chamar-vos a atenção para os próximos webinars que vão acontecer nas próximas semanas realizados pela Infocontrol, todos eles temas bastante atuais e interessantes de acompanhar. O próximo será já na área da proteção elétrica, já na próxima semana, pronto, e convido-vos desde já a participarem nos próximos webinars. Agora, em relação a questões, eu vou-vos pedir aqui um minutinho, espero que não me abandonem durante este minuto, apenas para ler algumas questões que colocaram, e vou responder a algumas, e a partir daí, acho que não responderem, eu irei, certamente, responder depois por e-mail, ok? Por uma questão de tempo, até porque esta sessão já se arrastou bastante. Ok, aqui a questão de, existe aqui uma questão que é, podem expor novamente a contribuição de harmónicos no incremento da corrente de neutro? Pronto, foi como disse, as únicas componentes harmónicos que têm, as únicas ordens harmónicas que têm peso na corrente neutra e que se somam no neutro, são as harmónicas homopulares, de sequência homopolar. Isto quer dizer que são harmónicas terceira, harmónica terceira e múltiplas da harmónica terceira, ok? Portanto, harmónicas ímpares, são essas que interessam, não vou aqui explicar porque é que as pares não interessam. Harmónicas ímpares, portanto, a terceira, a nona, a décima quinta, ok? São estas harmónicas que se somam no neutro, componente homopolar, ok? Ao se somarem-se no neutro, o verdadeiro impacto das harmónicas no neutro é que as harmónicas que já circulam por si só nas fases, ok? Vão se somar no neutro, ou seja, a situação vai ficar três vezes pior, porque estamos a somar três fases, e este impacto, além de subir exponencialmente a corrente neutra, que já existe, poderá ter ainda um impacto mais nefasto em instalações que têm secções reduzidas, ou seja, neutros com secção reduzida. Tipicamente temos instalações muitas vezes com, sei lá, cabos de secção 70 e depois o neutro trabalha com 50, ok? 50 milímetros quadrados. Isto poderá ser bastante problemático, ou seja, podemos estar a falar de correntes neutros bastante elevadas e que vão provocar um problema ainda mais impactante no nosso neutro da instalação. Pronto, espero ter aqui explicado mais ou menos a questão. Harmónicas, terceira harmónica, 150 Hz, ok? Já agora dizer, que são componentes homopulares, sequência homopolar. Para dimensionar os cabos e as proteções, consideramos um k de 1,5 vezes i n, independentemente da atação do condensador, é correto? Certo. Independentemente da atação do condensador, sim. Se os condensadores são sobrevoltados ou não, nada está relacionado. Porquê? Porque a nossa bateria no fundo vai operar, se dentro dos parâmetros normais, se nenhuma anomalia acontecer, vai operar de acordo com a tensão de rede, ou seja, com os 400 volts. Portanto, para terem uma ideia, a norma anteriormente falava em 1,43 vezes, ok? Atualmente já fala em 1,5 vezes, ou seja, já houve um aumento desta margem. Eu vejo claramente o mercado a trabalhar sem ter em conta este fator de segurança. Agora, o que a norma pede, mais uma vez, é sempre 1,5 vezes a corrente nominal, ok? Da máquina. Ao contrário de cargas normais, as baterias claramente pedem esta folga no dimensionamento. Pronto, ok. Avançar aqui. Ok. Há aqui um participante que realmente coloca a questão, que eu provavelmente não fui claro o suficiente, a questão do TI, ok? O TI deve ser colocado numa fase, na primeira fase, ok? Mas, além disto, o TI deve abraçar, se estivermos a falar de uma fase com vários cabos monopulares, por exemplo, 4, 5 cabos, 6 cabos, o que seja, dependendo da corrente que vai circular, devemos, o TI deve abraçar todos os cabos dessa fase, ok? Não é apenas um cabo, é todos os cabos. Portanto, um rasgo maior. Nós, nós, tipicamente, trabalhamos com TI's com rasgos de 20 por 30, 50 por 80, 80 por 80, 80 por 120, ou seja, temos uma gama bastante alargada também no tamanho dos TI's abertos que poderemos oferecer este tipo de soluções. Ok? Ok. A segunda questão, também sobre os TI's. Só com o TI, como é que o regulador, diferencia o que deve debitar em cada fase? A resposta é E. Não diferencia. O regulador varimétrico, fazendo a análise apenas a uma fase, tendencialmente a fase mais carregada da instalação, o regulador varimétrico acaba por estimar as outras duas fases, ok? Portanto, partindo do princípio que a fase 1 tem uma necessidade reativa de 100 KVARs, o que ele vai considerar é que a fase 2 e 3 também tem essa necessidade reativa de 100 KVARs, ok? É por estimativa, considerando sempre a análise do pior caso e então depois colocando esse pior caso, injetando esse pior caso também na 2 e na 3, socorrendo o risco de sobrecompensar as outras fases, ok? Mas infelizmente é assim que a solução funciona. Deixará de funcionar assim se trabalharmos então com reguladores varimétricos de análise das 3 fases, ok? Como vos mostrei anteriormente. Outra questão, o regulador varimétrico deve ter proteção individualizada? Deve. Deve ter fusíveis de comando, sei lá, 1 A, 2 A, 6 A próprios para fazer a proteção da alimentação ao regulador, que poderá ser alimentado a 230 ou a 400 V, ok? Dependendo da solução. Avançando. Deixa-me só aqui. Exatamente, há aqui um colega que pergunta como é que é feita a comunicação entre a bateria e a APP desenvolvida pela nossa representada, pelo nosso parceiro. Sim, tem um módulo GSM interno com cartão e depois trabalha por IoT, ok? Por comunicação já por dados IoT, ok? Em que realmente o custo é bastante inferior a uma solução de cartão de dados 3G ou 4G ou o que seja. Ok. Pronto, eu entretanto vou responder aqui mais duas ou três, depois também não me quero estar aqui a alongar muito, porque esta sessão já vai bastante comprida, em relação ao IP da bateria. Há aqui um colega que pergunta, o IP54, como faz o arrefecimento? Tipicamente estas soluções apresentam, aliás, não são só estas, mas estas especialmente, têm ventilação forçada, ok? Em vez de ser ventilação natural, elas têm ventiladores próprios para garantir as temperaturas internas da máquina. Ok. Em relação aqui à outra questão que um colega coloca, da questão do relógio para controlar a bateria de condensadores. A utilização de um relógio na bateria para desligar no vazio, em princípio, aumenta a vida útil da bateria. Não deveria ser quase obrigatório? A resposta é, não vejo porquê. A questão é, estes relógios tipicamente são instalados para evitar que a bateria sobrecompense a instalação no vazio, mas tipicamente, se a bateria for realmente bem dimensionada e tiver um escalonamento fino, a bateria não vai fazer este sobredimensionamento, esta sobrecompensação, não vai injetar reativa na rede e ao mesmo tempo ela também vai estar a maior parte do tempo desligada neste período, porque é automática, o regulador não vai colocar os escalones ao serviço, porquê? Porque a carga também é bastante baixa. Ok, portanto, ok, o relógio desliga a bateria como um todo, é verdade, corta a alimentação ao relógio varimétrico, mas, por outro lado, também o próprio regulador, se for inteligente o suficiente, sendo a carga bastante baixa, o regulador também não vai colocar ao serviço a bateria. Mas, claro, que se houver cargas constantes à noite, etc., é perfeitamente plausível desligar-se a bateria, porque isso poupa a bateria. Portanto, sim, a resposta pode ser sim e não, mas o relógio é uma solução perfeitamente plausível, sim. Pronto, última pergunta que eu vou aqui selecionar. Qual é que eu posso escolher? Agora tenho pena daquelas que não vou conseguir responder agora. Mas posso responder a esta. A solução SDG, o gerador de potência reativa, é mais caro do que as baterias? A resposta é claramente sim. Sim, é uma solução bastante mais evoluída, vamos dizer assim, mas por experiência própria e até por casos de estudo que tenho tido com alguns clientes, quando bem dimensionado e quando realmente é importante, vale cada cêntimo de investimento. Agora, isto não pode ser só visto numa perspectiva de taxação de energia, tem que ser visto numa perspectiva de qualidade de energia, ok? E pronto, basicamente acho que por hoje vou dar a sessão como terminada. Tem aqui o nosso contacto geral da InfoControl para o caso de quererem enviar questões posteriormente, todas as questões que estão colocadas no chat que eu não respondi, se não respondidas posteriormente, peço desculpa, eram muitas e esta sessão já se prolonga por quase duas horas. Em relação, além do e-mail geral, tem aqui também os meus contactos, josé.dias.com.br ou seja, qualquer questão que tenham, qualquer ponto que não tenha sido suficientemente claro, peço desculpa por isso, mas espero que me procurem, tenham os meus contatos, número de telefone e e-mail e eu serei o primeiro a ajudar-vos nos vossos projetos, para que não restem dúvidas e para que fique tudo bastante claro. Pronto, como vos disse, temos uma equipa espalhada pelo país todo, quer na nossa sede em Sintra, quer na nossa delegação a Norte e portanto temos uma equipa bastante diversificada e que vos poderá acompanhar presencialmente nos mais diferentes locais. Pronto, agradecer a vossa presença e até uma próxima, basicamente. E já agora espero que respondam ao questionário também, que seria importante poderem dar um feedback. Obrigadíssimo e boa tarde. Obrigado.